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A reversão do Platonismo

Afirmar que somos o que fazemos
supõe eliminar a dualidade essência/aparência
e fazer-las coincidir.
Assim Deleuze, seguindo Nietzsche, se opõe
a linha dominante do pensamento ocidental,
inaugurada por Platão(427-347a.C.).
Aquela que separando essência e aparência,
mundo de cima e mundo de baixo,
sol da verdade e sombras da caverna,
oprime os sujeitos com dilemas como
verdadeiro/falso, ser/no-ser, copia/simulacro,
e lhes submete ao poder de uma instância inacessível
que funciona como Modelo:A Idéia, Deus, a Razão, etc.
Deleuze:
"Nossa realidade sempre esta mudando.
Platão diz que que por isso vivemos envolvidos
na escuridão e na ignorância a respeito á
verdade última das coisas".
"O mundo ínteligivel é perfeito
porém inalcansável.
Se encontra além de nós,
condenados a viver nessa horrível cova".
"Aspiramos imitar a perfeição das Idéias
ainda que isso seja impossível".
"As Idéias são eternas,
universais,
absolutas...
E também invisíveis".
Deslocar o problema do Modelo é objetivo central
da aposta filósofica Deleuzeana,
que se fundamenta numa rejeição a toda filosofia
que tenha com o pressuposto
UM PLANO TRANSCENDENTE.

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