Pular para o conteúdo principal

Postagens

verdadeira segurança

[...] A verdadeira segurança só chega a partir do conforto com a insegurança. Se estamos confortáveis com o fluxo das coisas, se estamos confortáveis estando inseguros, então essa é a maior segurança, porque nada pode derrubar nosso equilíbrio. Enquanto tentamos solidificar, interromper o fluxo da água, criar uma barragem, manter as coisas do jeito que elas estão apenas porque isso nos faz sentir seguros e protegidos, então estamos em apuros. Essa atitude vai exatamente contra todo o fluxo da vida. Tenzin Palmo (Inglaterra, 1943-), “Into the Heart of Life”

Essência da prática

[...] A essência da prática budista não é tanto um esforço para mudar seus pensamentos ou comportamento para que possa se tornar uma pessoa melhor, mas sim em realizar que não importa o que você pense sobre as circunstâncias que definem sua vida, você já está bem, inteiro e completo. Trata-se de reconhecer o potencial inerente de sua mente. Em outras palavras, o budismo não se preocupa muito com sentir-se bem, mas em reconhecer que você é — bem aqui e agora — tão completo, tão bom, que está tão essencialmente bem quanto jamais poderia ter a esperança de estar. Yongey Mingyur Rinpoche (Nepal, 1975 ~ ): “Joy of Living”, loc. 222

Difícil prática real

[...] Os primeiros anos são mais difíceis que os posteriores. O mais difícil é o primeiro retiro, os meses mais difíceis para sentar estão no primeiro ano, o segundo é mais fácil, e assim vai. Mais tarde, pode surgir outra crise, talvez após cinco ou dez anos meditando, quando começamos a entender que não vamos obter nada com isso — absolutamente nada. O sonho acabou — o sonho da glória pessoal que achamos que iremos obter com a prática. O ego está se apagando; este pode ser um período duro e difícil. Ao ensinar, vejo as agendas pessoais das pessoas se quebrando. Isso acontece na primeira parte da jornada. É realmente maravilhoso, embora seja a parte difícil. A prática se torna não-romântica: não soa como aquilo que lemos nos livros. Então a prática real começa: momento a momento, apenas encarando o momento. Nossas mentes não mais ficam esperneando tanto; ela não nos domina mais. Começa a renúncia genuína de nossas agendas pessoais, embora mesmo assim possa ser interrompida por todo ti...

Vacuidade: ausência de centramento no eu

“Vacuidade” (“shunyata” em sânscrito) tem muitos significados sutis no budismo, mas talvez isso possa ser compreendido de modo mais simples como a ausência de centramento no eu. Geralmente consideramos o centramento no eu como um problema de personalidade, algo que faria nossos amigos nos recomendar terapia. Mas “centramento no eu” tem um significado mais fundamental. Isso ocorre quando criamos ou mantemos a ideia de um eu no centro de nossas vidas, um ponto de referência para tudo que pensamos e sentimos. O centro no eu é uma ideia ou sentimento de alguém por trás de todas as experiências, alguém a quem isso está acontecendo. A maioria de nós vive no campo gravitacional desse centro em si, circulando em volta das esperanças e medos, planos e preocupações, nosso trabalho e relacionamentos. Nossas vidas parecem girar em torno do desejo por experiências sempre novas, mesmo que as vejamos mudando constantemente. Mas com atenção inteligente sustentada, através do poder da consciência...

Amor- Fala Deuzeana, uma pintura japonesa!

PODER....fala Deleuze!

Teatrum da Cons-ciência!

Alejandro Jodorovski é potência de ANIM-A-ÇÃO!

Graça feroz - Ram Das

Richard Alpert viajando pela India, encontra um Yogue que lhe pede todo estoque Lisérgico, sem misturas, Richard lhe passa, ele toma tudo de vez, ri e diz:"isso tem o mesmo efeito que um copo de água". Richard baixa a cabecinha e se entrega, volta para o EUA, como Ram Das, tomou iniciação. (Manoel)

tudo era vaidade e desejo vão

“Então olhei eu para todas as obras que as minhas mãos haviam feito, como também para o trabalho que eu aplicara em fazê-las; e eis que tudo era vaidade e desejo vão, e proveito nenhum havia debaixo do sol Salomao

livre de preguiça

Já foi dito nos ensinamentos budistas que sem empenho, você não tem como trilhar o caminho. Quando está de férias ou em um feriado, você fica bem inspirado para acordar de manhã, já que espera ter uma experiência ótima. Empenho é como no minuto antes de levantar da cama em uma viagem de feriado: você confia que tudo será bom, mas é preciso colocar algum esforço ali. Então o verdadeiro empenho é um tipo de celebração e alegria, livre de preguiça. Chogyam Trungpa  (Tibete, 1939 – Canadá, 1987). “Training the Mind” ( Ocean of Dharma Quotes of the Week , 2012-06-12)

Maturana - La belleza de pensar

Desequilíbrio sobressaindo do equilíbrio

Shunryu Suzuki  (Japão, 1904 ~ EUA, 1971): Viver no reino da natureza Buda significa morrer como um ser pequeno, um momento depois do outro. Quando perdemos nosso equilíbrio, morremos, mas ao mesmo tempo também nos desenvolvemos, crescemos. O que quer que vejamos está mudando, perdendo seu equilíbrio. O motivo porque todas as coisas parecem bonitas é porque cada uma está fora do equilíbrio, mas ao fundo, o segundo plano está sempre em harmonia perfeita. É assim que cada coisa existe no reino da natureza Buda, perdendo seu equilíbrio contra um fundo de equilíbrio perfeito. Então, se você ver as coisas sem compreender o fundo da natureza Buda, tudo parece estar na forma de sofrimento. Mas se compreender o pano de fundo da existência, você compreende que o próprio sofrimento é como vivemos, e como traçamos nossa vida. Então, no Zen, às vezes enfatizamos o desequilíbrio e a desordem da vida. “Zen Mind, Begginer’s Mind”, loc. 285

Educação para um mundo digital - Naranjo

Livro - Naranjo: "27 personajes en busca del ser"

Claudio Naranjo, Ayahuasca: enredadera del rio celestial

Quando a prática dá frutos

[...] O desejo que exige ter satisfação é o problema. É como se nos sentíssemos constantemente com sede e, para extinguí-la, tentamos colocar uma mangueira em alguma torneira na parede da vida. Continuamos pensando que com essa ou aquela torneira, teremos a água que precisamos. Ao escutar meus alunos, todos parecem sedentos por algo. Podemos conseguir um pouco de água aqui e ali, mas isso apenas nos atormenta. Estar realmente sedento não é divertido. [...] Se estamos tentando por anos fixar nossa mangueira nessa ou naquela torneira, e cada vez descobrimos que não é suficiente, vai chegar um momento de profundo desencorajamento. Começamos a sentir que o problema não é falharmos em nos conectar com algo lá fora, mas que nada externo poderá jamais satisfazer a sede. É aqui que, bem provavelmente, começamos uma prática séria. Este pode ser um momento horrível — compreender que nada jamais irá satisfazer. Talvez tenhamos um bom emprego, um bom relacionamento ou família, e ainda ass...

Passar por situações difíceis é uma parte essencial da jornada espiritual

Aprender a viver em um espaço de amizade e amor requer paciência e constância. Com muita frequência, caímos de volta nos padrões costumeiros de nos sentir perturbados, sentir irritação, raiva e inimizade. Mas esses estados também podem ser para nós como um sino de alerta para a consciência plena, nos lembrando de investigar em vez de se afogar nesses sentimentos. Thomas Merton sabia que passar por situações difíceis é uma parte essencial da jornada espiritual. Ele escreveu: “Oração e amor são aprendidos no momento em que orar se tornou impossível e o coração se transformou em pedra.” Joseph Goldstein

Vídeo - educação para o amor - Naranjo

O OBSERVADOR E O OBSERVADO!

A tradição filosófica ocidental, costuma falar de sujeito e objeto, de Descartes a Lacan, embora 'sujeito' faz remeter a uma certa permanência e substancialidade, caso Lacan é singular, desde que esse pendura o sujeito no significante, sujeito é um sempre um significante para outro significante, o que não nos livra desse significante despótico que se institue como identificação com o nome do pai, em nossa sociedade pós-moderna ou como se queira denominar, esse significante despótico se pluraliiza em "nomes-do-pai". Agonia do patriarcado-matriarcal, ainda "necessitamos" segurar num pau de pai, pelo menos um, para não desabar! Descartes é conhecida a saída inagural da subjetividade moderna "penso, logo existo!", assim emerge o "cogito"(sujeito do conhecimento) e a "res-extensa"(coisa extensa), objetos do mundo. Fenomenologia existencial, a consciência é sempre intencional, visa um objeto, consciência de "algo",...

Zen e Zenão

Nagarjuna Se diz que Sidharta Gautama, que se tornou o Buda,"O desperto".  Antes de expirar seu último alento nessa Terra, fez a predição da vinda  daquele que viria expandir a compreensão do Dharma... Nagarjuna se manifestou no sec. II A.C., na India, o célebre sábio budista  desenvolveu o sistema madhimika (caminho do meio), meio habilodoso (upaya),  extremamente refinado, de passar sabonete nas argumentações lógicas da mente-intelecto-ego,  que escorrega com nariz no chão, nas suas pretensões de sair vencedor nas disputas intelectuais  e filosóficas, desse modo aprisionar a sabedoria(prajna) num conhecimento codificado. O madhyamika é a refutação sistemática de qualquer opinião filosófica classificável na lógica indiana: (a)É, (b)NÃO É, (c)É e NÃO É, (d)NEM É NEM NÃO É  ou (a)SER, (b)NÃO-SER, (d)SER e NÃO SER, (d)NEM SER NEM NÃO SER. Assim, por exemplo, (a) propõe SER e SUBSTÂNCIA como realidade definitiva,  ao modo Aristotélico e S...

Os problemas do mundo tem como base distorções cognitivas, não políticas

Cuando tenemos esta experiencia mística de ver la naturaleza amorosa del universo, vemos que lo que aportaría paz al mundo no es la política. Vemos que no hay modo de aportar auténtica armonía al mundo excepto viendo la armonía que ya hay en él. Vemos que la armonía externa debe ser una expresión de la armonía interna; si no es así, nunca se manifestará puesto que nuestra visión del mundo seguirá siendo una proyección de las ilusiones internas de separación y conflicto. Fundamentalmente, todo el mundo tiene esta proyección y se encuentra incómodo con ella, intentando cambiarla o mejorarla, luchando con ella dentro de su mente, haciendo pequeños cambios aquí y allá, pero básicamente sin resolverla. Si reconocemos realmente la naturaleza interior de la realidad -que es amorosa, que es gozosa, que es abundante- viviremos a partir de este reconocimiento y actuaremos de modo que podamos llevar a los demás a dicho reconocimiento. Esta es la causa de que los maestros espirituales no suel...

Auto-conhecimento!

Quem sou eu? Donde vim? Para onde vou? Se você quer saber quem é você, e aí olha olha para dentro de Si, olha, olha, afina as orelhas, pega uma almofada e senta, esvazia a mente... Vai profundo...cada vez mais profundo...dias...mêses...anos...hummmmm... Sabe o que você encontra? -Nada! Simplesmente, Nada! Haaaaaaheeee... Não acredite em mim, sou um charlatão, vá fundo e busque seu tesouro no interior! Posso até te emprestar uma das minhas almofadas, a preta do Zen, a vermelha de uma linhagem Tibetana ou a azul, que ganhei de presente de um amigo, Trilha Sagrada do guerreiro...a que mais gosto, para meditar, não é uma almofada, é uma rêde cearense, onde o indio Ladino, refrescava sua cuca...e tomava água de coco! Bem, e daí? Tan Ta Ram...Tan Tara Ram...I 'm Sou Ra! O buscado pelo buscador não se encontra via concentração, num ponto, nem no umbigo narcísico, a não ser, NÃO-SER, NO-SENSE, que o umbigo, lugar de densificação do eu ou mesmo símbolo do eu, se difunda, se espreguice por t...

AQUI ONDE ESTAMOS!

Aqui vai uma história, revitalizada pelo "mestre do bom nome", Baal Shem Tov, com comentário do filósofo existencialista-judaico, Martin Buber(1878-1965). Essa história é o miolo do livro "O alquimista", do charlatão Paulo Coelho. Sem pressa, paciência, sem interpretações apressadas, uma pausa no turbilhão da sua mente e dos seus afazeres, ela esta dedicada a você, querido amigo(a)... Aí vai, ela contém a singularidade do Hassidismo; "O Rabi Bunam costumava contar a história de Eisik, filho de Jekel, de Cracóvia, aos alunos que vinham vê-lo pela primeira vez. Depois de anos passando por muitas dificuldades, que não abalaram sua confiança em Deus, Eisik tinha recebido uma ordem num sonho: procurar por um tesouro debaixo da ponte que leva ao castelo real, em Praga. Mas a ponte era guardada o tempo todo por vigias, e ele não tinha coragem de cavar. Mesmo assim, ele ia até a ponte todos os dias pela manhã e ficava rodeando-a até a noite. Finalmente o c...

Hassidismo

O Hassidismo é um movimento espiritual, rizoma da Tradição mística-judaica, uma tranformação da Cabala em ética. Seu fundador Baal Shem Tov(o mestre do bom nome), nascido na Polônia(1700-1760), Deus esta em tudo, aqui e agora, e a alegria é sua própia manifestação. O cântico e a dança dionisiacamente ofertados e geram a união dos corações. Mesmo quando um homem peca a divindade esta nêle"não há nenhum lugar no mundo que não seja ocupado pela sua Presença". Baal Shem Tov introduziu uma nova forma de servir a Deus, átraves da alegria. Diz Martin Buber, que assumiu o hassidismo"É preciso esquecer de si mesmo e ter o mundo a sua frente, afastando-se de todos os fingimentos e de toda auto-tortura". A celebração orgiástica, do entusiasmo dançado e cantado, do carisma do tzadik(homem santo), geraram uma religiosidade ébria de Deus. Israel Baal Shem Tov, ensinava átraves de contos, lendas, histórias; á sombra de uma árvore ao homem comum. não é necessário ler ou entender pa...

Acorda cara, tu pensa o quê?

Tava mal muito mal muito mal-de-viver. Fui a um psicanalista bom de olho e de escuta viu fundo no raso da minha alma e disse: -É Manoel, tu vai ter que re-inventar a vida! De repente, num lampejo, acordo de um semi-sonho sinto sangue correndo nas veias quase fervendo... -A VIDA? -Sim, você vai ter que se re-inventar! Paulada Zen... Tou nesse ofício diário...

Morte e Vida Severina

O retirante explica ao leitor quem é e a que vai -O meu nome é Severino, não tenho outro de pia. Como há muitos Severinos, que é santo de romaria, deram então de me chamar Severino de Maria; (...) Mais isso ainda diz pouco (...) Somos muitos Severinos iguais em tudo na vida: (...) morremos de morte igual, mesma morte severina: que é morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte de fome um pouco por dia (de fraqueza e de doença é que a morte severina ataca em qualquer idade, e até gente não nascida). Mas, para que me conheçam melhor Vossas senhorias e melhor possam seguir a história de minha vida, passo a ser o severino que em vossa presença emigra. João Cabral de Melo Neto

Qué es el hombre? - Antropologia filosofica en imagenes PARTE 1

Qué es el hombre - Antropologia Filosofica en imagenes PARTE 2

Opacidade!

O discurso da transparência é uma babaquice católico-romana, mais interessante é a opacidade. Tire uma máscara e você encontra outra e outra e outra Toda a vida social é um teatro! Se você tirar todas as máscaras sabe o que vai encontrar? Nada... Carnavalizar a vida cotidiana! O brasileiro sabe disso. Todo brasileiro é um personagem. Se você não acredita tire sua máscara e vá ao espelho Sabe o que vai encontrar? Outra máscara! Isso é interessante. O verdadeiro eu é um conto de fadas. O eu superior? A máscara do idiota! Mas, uma coisa é a representação costumeira, automática e inconsciente, onde os diversos eus, personas, papeis sociais acionam os cordéis neuro-musculares em atitudes, gestos, posturas, movimentos; outra coisa, é o TEATRO CONSCIENTE, O sujeito tomou consciência das multiplicidades que lhe habita, e ATUA, joga, brinca, intensifica e modula as personificações em determinados contextos. O teatro unifica diversas artes.

O direito é torto!

"A justiça tarda mas não falha!". Mentira liberal e burguesa. O direito nasceu torto, nasceu para enganar e justificar o engodo. A justiça falha, falha, falha, falha, tarda e falha. Dizia meu pai que era juiz. Se você quiser fazer direito seja torto!

Ponto crucial!

Crise, em chinês, é escrito com dois ideogramas, uma significa 'regressão' e o outro 'oportunidade'. Como humanidade temos a oportunidade de transformação a um nível de integração pessoal e coletiva ou a regressão a um nível de barbárie, de fragmentação, de desiguldades sociais cada vez maiores, de concentração de riqueza do capital transnacional, de violência, de ameaça ao ecosistema planetário, de extinção das fontes renováveis de energia, da extinção de milhares de espécies animais, incluindo o homo sapiens-demens, explosão demográfica, caos urbano, turbilhão de eventos traumáticos catastróficos, epidemia de depressões e de dependências químicas, pânico nas bolsas de valores, etc. O capitalismo mundial integrado chega a uma etapa crítica, vítima de suas própias contradições. Multidão de norte-americanos saem ás ruas, acampam no centro nervoso do império financeiro para protestar contra a política financeira mundial, Michael Moore, passeia nesse borbulhar mole...

Oriente e ocidente-I

Existem 2 modos fundamentais de compreender a evolução possível do ser humano no universo: 1-Se compreendemos de que houve um 'trauma', um evento ou uma trama de eventos no passado, na história da humanidade ou no desenvolvimento do individuo, onde algo se perdeu, uma falha básica, onde "algo" tem que ser recuperado, resgatado, trabalhado, uma gestalt a ser completada, para que o ser humano, a sociedade se realize, uma dimensão fraterna, igualitária e de liberdade se instaure. Essa pespectiva pode ser encontrada na filosofia, que poderíamos chamar de romântica, um retorno á natureza, como em Sheling, Russeau, Goethe, etc. Pode ser encontrada na psicologia e sociologia, Wilhelm Reich é um bom exemplo dessa pespectiva, onde há um otimismo em relação á natureza, que é fundamentalmente boa, positiva e a cultura repressiva, familiar e social vem inibir a expressão dessa natureza; também a hipótese histórica do patriarcado e o aparecimento de determinada mentalidade egóica...

Rizoma...

"Bindu em sanscrito. Esta palavra que tem muitos significados como ponto, zero, semente, sêmen...é o ponto que o espaço interior e exterior tem sua origem e voltam a ser um só. O pensamento, o poema, é uma célula ou semente; um gérmen de pensamento vivo; que se desenvolve do nada ao amadurecimento. Ao contrário da madeira morta dos sistemas, a árvoré da vida; ramificações, pensamentos ramificados, recém surgidos com prazerosa dor". Lama Anagarika Govinda "Fundamentos do misticismo tibetano", citado no "corpo do amor", de N. Brown

João XXII

"Além do aforismo. Fragmeto até que o verbo volte a ser seminal. O semeador semeia o verbo; Dionisios desgarrado e espargido em sementes espalhadas. Mas se morre muito fruto leva. O corpo se faz íntegro ao ser desgarrado". João XII, citado no "corpo de amor' de N. Brown

Vida palavra....

Uma nova idade heróica começou-escrevia Mandelstam em 1921- na Vida da palavra. A palavra é carne e pão. Compartilha o destino do pão e da carne: o sofrimento". Mandelstam, Russo que acrescentava Ovidio e "as metamorfoses" na leitura de Marx. dissidente do Leninismo-Stalinismo.

Verdade sangrenta...;

"Estira-te até o ponto da ruptura. Não é verdade ao menos que doa; a prova é o martírio. "Para mim todas as verdades são verdades sangrentas". Desconhjecemos a verdade porque a reprimimos e a reprimimos porque é dolorosa". Nietzsche Citado por N. Brown

Freud é foda!

"O corpo crucificado, a mente crucificada. A norma não é normalidade senão a esquizofrenia, a mente dividida, rasgada, crucificada:"se jogamos um cristal ao solo, se quebra, mas n]ao se quebra ao acaso; as linhas fendidas se reduzem a fragmentos, cujos limites já estavam determinados pela estrutura do cristal. Do mesmo modo os psicóticos são estruturas fissuradas, estilhaçadas. Não podemos negar-lhes o temor reverencial que os antigos tinham com os loucos. Parte uma vara e eis aí Jesus!". S. Freud

Martelando...

"Os significados literais são ícones convertidos em ídolos de pedra; o sepulcro de pedra, as tábuas pétreas da lei. O novo testamento permaneceu oculto no antigo, como a água na pedra. Até que a cruz de Cristo abriu a pedra partindo-a. Iconoclasta, a palavra como martelo que quebra a pedra". Lutero, citado no "corpo do amor" de N. Brown.

Na deriva -esquizo...

"Há que romper um sêlo ou abrir um sepulcro, correr uma roda, para deixar descoberto o manancial; uma erupção. Começa então por uma fratura, uma cesura, um desgarramento; abrindo uma fresta neste mundo caído, um raio de luz'. Mallarmé Citado no "corpo do amor" de Norman Brown

O pêso e graça!

Título do livro de Simone Weil, essa mulher mística-marxista. "Ser é ser vulnerável. Os mecanismos de defesa, a armadura de caráter, existem para se proteger da vida. Só a fragilidade é humana; um coração partido, triturado". Citado no "corpo do amor" de Norman Brown. Lembrei de M. Kundera na "Insustentável leveza de ser". Onde ele diz que o Ser tem duas categorias básicas: O pêso e a leveza.

Desgarrado...fracção/partido/quebrado

Dando um seguimento á deriva-esquizo, que esctrevi dias átras.... "Comer e ser comido. Há que moer o grão; há que espremer a uva; há que partir o pão. O verdadeiro corpo é um corpo partido. Nada pode ser único ou inteiro se não for desgarrado." Yeats Citado no livro "O corpo do amor" de Norman Brown. O corpo do amor é , um livro colcha de retalhos, um mix de citações. Norman Brown foi um dos meus autores preferidos por muitos anos, especialmente"Vida contra morte", creio que é o livro que li 7 vêzes, uma interpretação psicanalítica da história, termina com o capítulo "a ressureição do corpo", uma compreenção da relação erógena do corpo total com o mundo. Depois desse livro, N. Brown passou anos em silêncio, acho que de 1958, depois veio o fabuloso "corpo do amor", Brown foi um dos ícones da contracultura, Por último ele escreveu "eu e o apocalipse". Mente afiadíssima.

O ego...

"O EGO É UMA COLCHA DE RETALHOS...", Dizia Freud, como explicava o amigo Mario Sérgio, empolgado: "Manoel, somos uma soma de identificações..." -É mesmo Marão, somos muitos... Salve Mário Sérgio Silveira!

O ego é uma causa perdida

O ego é uma causa perdida. Nasce sem escolher. Morre sem querer. ajr

Deriva-esquizo...

É necessário, brincar com a vulgaridade, própia e alheia, para espremer e ex-trair um 'suco' da fruta-vida, sentida(sein=ser), saboreada, que podemos cuspir, engolir, tragar ou provar como se faz com um vinho no 'boxexo', deliciar. Acho que tenho uma 'experiência" esquizo, de vez em quando, talvez de 'fundo', ou uma camada esquizofrênica, camuflada pela neurose de civilização e ainda mais na superfície essa 'normose' horrorosa da cultura contemporânea. O que chamo, em mim, de experiência esquizo, acordei assim hoje, é um sentimento de estranhamento do mundo, de mim mesmo, uma naúsea sartreana com a existência, como se tivesse dois mundos: esse 'aqui' , dos sentidos, vozes, imagens, movimentos de personagens 'quase' fantasmagóricos, bichos, plantas, sons distantes des-garrados, mosaicos multiformes fragmentados na simultaneidade, um olhar embaçado que não se acopla de todo ao 'ser do mundo'...tem um ser o mundo? Ou tu...

Disciplinas...

Tá na moda, se diz inter-disciplinar multidisciplinar como se houvesse um REAL UNO a se recortado, repartido, rejuntado... Será? Tudo que temos são objetos de saber construídos e discursos diversificados se enroscando um roça á roça de máscaras....

Desvelando....

Desvelar=aléthéia(verdade em grego). O eu-mundo são co-emergentes, aparecem simultaneamente, desaparecem juntos. Trago á luz um mundo! O Ser se vela e se desvela, quando se vela adormecido estou Desperto O Ser se desvela á luz do mundo Que também é vestimenta do Ser! Nunca posso dizer Aí esta o Ser! Se faço O Ser se faz objeto! "O Tao que se pode nominar Não é o verdadeiro Tao". Por isso, O bico e mente silenciosa O Aberto tudo abraça!

Rock Rockrol...

"Se o sol esta brilhando, e a chava esta caindo, não fique triste, porque o tempo esta nublado. Venha até a esquina, pois estamos dando uma festa lá. E você pode dançar pelada, que ninguém vai se importar. Dance! Simplesmente por dançar! Se sua consciência esta pesada, sua cabeça esta latejando, não se preocupe querida, Bill Bull, acabou de chegar. Dance! Simplesmentte por dançar. Tem um lugar não muito longe daqui que toca um som blues. aquele som Boogie Woogie que dá para dançar até não aguentar mais! Então, Dance! Simplesmente por dançar!". J.J.Cale

Cocaína....

Tava lendo a tradução da música de J.J.Cale, Cocaína, que E. Clapton imortalizou. Mas prefiro na Guitarra e voz de Cale: "Se quer ficar por aqui tem que mostra-la, cocaína. Se quer se destruir e ir até o fundo do poço, cocaína. Ela não mente, Não mente! Cocaína. Se sua onda já passou e quer continuar viajando, cocaína. Não se esqueça disso, é uma viagem sem volta, cocaína. Ela não mente. Não, não mente! Cocaína!".

Cuidar do que aparece, sem julgar

Feliz aniversário Manoel

ao amigo Manoel:

Zemané e a morte...

Zemané estava meditando, Zendo, todos os dias, durante 40 minutos ás 7 horas da manhã, sentava-se no quarto, numa almofada negra, dobrava os joelhos e encostava os artelhos sôbre as coxas, levou tempo até chegar á postura de lótus, aguentou firme as dores nas pernas. Os joelhos tocavam o tapete árabe de orações que usava embaixo da almofada, levou tempo até Zemané compreender de que não era necessário deixar os joelhos tocarem o chão, principalmente no inverno quando o frio terra se transmitia pór toda a coluna. Zemané tem uma tendência a austeridade e ao asceticismo, herança dos tempos no colégio de beneditinos, herança cristã de aviltamento da carne, transferência ao budismo ascético... Então, Zemané na postura de lótus, descansando a bacia pélvica na almofada, coluna ereta sem esforço, pescoço alongado e queixo levemente voltado para o peito, diante de uma parede branca, olhos semiabertos, fronteira entre o interior e exterior, Atenção indo e vindo entre sensações, propio...

O inferno...

"O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos ao estar juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte dele até deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada, exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preserva-lo, abrir espaço para ele." Italo Calvino, As cidades invisíveis

Mundos em desamparo...

Quando se fala da morte de Deus na modernidade, esse tirano idealizado, para sustentar as estruturas opressivas desse mundo, no ocidente, se pensa em Nietzsche, na sua famosa passagem de "Zaratustra"...mas Nietzsche já não estava nem aí para esse fantasma...ele não lamenta, zomba, brinca, ri. Quem liquidou o Deus judaico-cristão, de uma vez por todas foi L. Fuerbach, é demasiado convincente seu argumento desse Deus feito á imagem e semelhança das ideologias das classes dominantes, para oprimir, dominar, manter cativo os seres humanos. Esse livro de Fuerbach:"O cristianismo", de clareza cuntundente, teve grande influência sôbre K. Marx e F. Engels. Daí a famosa frase de Marx: "A religião é o ópio do povo!". Todas as forças rebeldes das classses oprimidas, recebiam um "pico"de sonífero, qualquer desejo de liberdade eram esmigalhados, ameaçados, castigados, reprimidos, suprimidos em nome de Deus sob a supervisão dos seus santos capataze...

Esse pobre diabo, chamado Deus...

Jacob, Rabino judeu, desejava um terno nôvo, para a páscoa. Onde vivia, tinha um Arábe, chamado Hassan, considerado um alfaiate de grandes qualidades. Jacob vai ao atelier de Hasssan, o Arábe, encomendar um terno de linho puro. Hassan tira as medidas com prontidão e maestria. Jacob diz que quer o terno em 3 dias. Hassan, argumenta que é pouco tempo. Jacob diz estar disposto a pagar-lhe em dobro. Hassan se limita a dizer que o dinheiro não compra tudo. Psssam 3 dias, retorna Jacob, o judeu, e o terno não esta pronto. 4 dias, o terno esta em andamento... 5 dias, dá para vislumbrar a bela 'feitura" do terno, mas continua inacabado... 6 dias, terno ainda inacabado, o que vai provocando a ira de Jacob... 7 dias, o terno esta quase pronto, Jacob explode: "Que tipo de alfaiate é você, Arábe embusteiro! Deus fêz o mundo em 7 dias e você nem um terno foi capaz de terminar!" Retruca Hassan, o Arábe:"Você esta certo, Deus fez o mundo em 7 dias, mas que mundo ele fêz! Olhe ...

Capitalismo e meditação

As Tradições espirituais, se utilizam de "meios habilidosos", na India chamada de Upaya, que são os modos, métodos, técnicas para lidar com as suposições do praticante. É como não se pudesse dizer diretamente: "'Olha ás coisas não bem assim, sua pespectiva da iluminação esta totalmente equivocada", então o tal do Mestre usa seus meios habilidosos, tipo botar o díscipulo para contar carneirinhos, fazer 10.000 posturas, rezar de 4 horas da manhã até 22hs, passar 3 anos de retiro sem ver ninguém e nem bater punheta, ficar sentado até as pernas adormecerem, um dia átras do outro, passar horas de cabeça para baixo, pagar 10.000 doláres para receber a iluminação com um toque na cabeça do díscipulo, jejuns por dias ou mêses, etc A maioria das Tradições espirituais, estão contextualizadas, nas sociedades orientais, nascidas em tempos pré-industriais e chegaram ao ocidente no séc. XX, maioria na segunda metade do séc. XX. Temos que nos adaptar ao budismo tibetano ou ele ...

Uma nova humanidade?

Escuto isso, tornarmo-nos Um com a humanidade. Huummmm... Somos frutos de uma mesma evolução genética, temos uma organização e estrutura semelhante, embora somos diferentes de diversas formas, gênero, raça, situação econômica, culturas diferenciadas no tempo e lugares, mutiplicidades de territórios, crenças, dogmas, religiões, visões de mundo, modos de pensar, sentir e atuar. Embora há um tronco comum que une toda a humanidade, principalmente acelerada com determinados aspectos da rêde de conexões planetárias. Também estamos vinculados há minerais, vejetais, objetos, á terra e ao cosmos. Apartir de determinadas condições, espôntaneas, de determinada compreensão, trabalho de escolas de desenvolvimento da consciência ou de psicocatalizadores esse pertencimento se torna uma experiência. Talvez em outros momentos da humanidade essa experiência era um lugar comum. Hoje se pode chamar de uma experiência transpessoal. Desejada por algumas pessoas e outras não estão nem aí para ela. Uma reforç...

Esvaziar-se

Um professor visitou Nan-in, o mestre zen, para perguntar sobre o zen. Contudo, em vez de ouvir o mestre, o professor se limitou a falar sobre as próprias idéias. Depois de ouvi-lo por um tempo, Nan-in serviu chá. Encheu a xícara do visitante e continuou a servir o chá. O líquido transbordou, encheu o pires, caiu nas calças do homem e no chão. – Não está vendo que a xícara encheu? – explode o professor. – Não cabe mais nada! – Isso mesmo. – responde calmamente Nan-in. – Tal como essa xícara, você está cheio de suas próprias idéias e opiniões. Como poderei mostrar-lhe o zen se você não esvaziar sua xícara primeiro?

Estrutura e liberdade

Segundo Humberto Maturana somos seres determinados em nossa estrutura, embora abertos na troca de energia e matéria com o ambiente. Essa determinação na estrutura do sistema nervoso é fonte de liberdade, já que o que vem do mundo, alimento, pessoa, remédio, paisagem, palavras, acontecimentos, etc não diz o que acontece conosco, mas dispara, mobiliza em nós determinada experiência que se acopla á nossa estrutura, sempre em movimento, sempre em mudanças. Nós como sêres vivos vivemos em acoplamento estrural com o ambiente, nessa interação recursiva, seres vivos e meio ambiente estamos em continua mudança estrutural. O fechamento estrutural é o que conserva a identidade de um ser vivo e do meio, o que não significa de que não ocorra relação, mas diz algo do modo como acontece essa relação. Temos uma tendência, principalmente nos dias de hoje, de pensar em termos de mudanças, talvez teríamos de pensar naquilo que permanece, em torno do qual ocorre as mudanças. O que é que nos constitue como...

Só sentimos o que nossa estrutura permite

Só sentimos o que nossa estrutura permite. Só vemos, ouvimos, cheiramos, saboreamos e tateamos o que nossa estrutura biológica e mental permite. Por isso somos estruturas fechadas sobre elas mesmas. Mesmo que a convivência seja repleta de relações, só vemos, ouvimos, cheiramos, saboreamos e tateamos o que nossa estrutura permitiu filtrar. O grande desafio do cuidar de si é construir uma estrutura mais aberta. É superar as grandes dificuldades de se colocar no lugar do outro. É abandonar a própria estrutura e ser um com todos. ajr (pensando a partir de maturana e varela)

Conhecer é fazer e fazer é conhecer

Se conhecer é fazer e fazer é conhecer Então devemos fazer bem o que fazemos Para poder conhecer bem o que conhecemos E vice versa Melhor assim! Quem disse que só devemos fazer o que gostamos? ajr (pensando a partir de maturana e varela)

Chogyam Trungpa - iluninação através da meditação ...

Shunryu Suzuki Roshi - fala sobre som e ruído

Ringu Tulku Rimpoche - fala sobre a resistência ao autoconhecimento...

Desapego, generosidade, prosperidade

por Emilce Shrividya Starling Nossa casa, nossos armários, nossa vida cotidiana são reflexos de nossa mente. Você tem o hábito de guardar coisas velhas, inúteis, achando que um dia poderá precisar delas? Você acumula papéis, documentos antigos, caixas sem nenhuma utilidade no futuro? Você guarda roupas, sapatos, bolsas que já não usa há muito tempo? E dentro de sua mente? Você guarda ressentimentos, mágoas, raivas, medos? Tem o hábito de ficar remoendo lembranças tristes do passado? Contemple isso. Compreenda que através de suas respostas você pode se autoconhecer e perceber o que precisa ser mudado em você e na sua vida para ser mais contente e próspero. Elimine o que é inútil em você e na sua vida. Crie um espaço dentro e fora de você para atrair a prosperidade, para que as coisas novas aconteçam. Enquanto acumular coisas velhas e inúteis, tanto materialmente como emocionalmente, não está abrindo espaço para que as boas oportunidades cheguem à sua vida. Limpe se...