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Deleuze e a medicina de Kafka

"Proust disse que seus livros
eram como um óculos com graus
para explorar o mundo.
Sucede o mesmo com os meus.
Se um leitor sente que não lhe servem
deverá abandona-los.
Buscar outro óculos que
se adptem melhor á visão".

"O que vale um livro
se não tem a virtude
de nos levar além
de todos os livros".

"Existem 2 tipos de livros:
os livros aparelhos de Estado,
que servem,
como todo aparelho,
ao poder estabelecido...
E os livros-máquinas de guerra,
que servem para nos envolver
em processos de transformação
e lutar junto a outras máquinas de guerra
que não sejam livros".

Deleuze rejeita a distinção entre teoria e prática.
A teoria constitue uma prática dirigida
contra as representações
que exercem uma ação opresiva
e impedem a liberdade de movimento.

"A máquina literária de Kafka
luta contra um inaudito
aparelho buracrático".
Na Metamorfose(Kafka)...
"Gregório Samsa se torna uma barata
não por submissão a seu pai,
senão para achar uma saída
aí onde seu pai não soube encontra-la:
para fugir dos negócios e dos burocratas,
para afirmar outro modo de existência.
UMA LINHA DE FUGA".

A maioria dos críticos vê em Kafka
um autor da solidão,
o sofrimento íntimo, um doente.
Deleuze vê em sua obra
um desejo de Vida invencível,
capaz de transformar o sofrimento
num inesgotável manancial criativo.

"Kafka é um médico.
Sua obra é um diagnóstico
de todas as potências diabólicas
que nos ameaçam.
Talvez algum dia
se saberá que não havia arte,
só medicina".

"Kafka arrastou ao seu quarto
a política, a burocracia, a economia,
lhes coloca em suas páginas
e lhes faz confessar:
Sou o facismo,
sou o estalinismo,
sou americano modo de viver,
sou o que te seduz
e o que te faz sofrer".

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